{O Jardim Secreto} Capitulo 6 - O primeiro toque

Por um minuto ou dois Alice parou olhando para a casa, tentando imaginar o que fazer a seguir, quando repentinamente um lacaio vestido com libré apareceu correndo vindo da direção da floresta.

Alice no país das maravilhas Capitulo 6, porco e pimenta


Assim como o médico teria recomendado, senhor Park deveria distribuir seu tempo entre ficar sentado e caminhar. Mesmo que não se recordasse de algumas poucas coisas, já que as pessoas em sua volta faziam perguntas “você se lembra disso?” e isso deixava o idoso confuso sobre suas memórias.

Ainda era cedo e ninguém teria levantado. Dia de natal e o jeito como o frio tomava conta, poder-se-ia deduzir que nevaria próximo da meia noite. Conhecia seus filhos muitíssimo bem, saberia que os mesmos não lhe deixariam ficar andando no lado de fora em meio á neve. Sendo assim teria de aproveitar aquele horário matutino.

Ajeitando o cachecol em volta de seu pescoço, segurou o andador ortopédico, que consideraria seu camarada, pronto para sair de casa. O céu estava nublado com um vento gelado, as árvores balançavam em sincronia.

Enquanto caminhava, em seu ritmo lento, senhor Park apreciava o ambiente e a visão que o mesmo lhe proporcionava. Estava no inverno, e mesmo assim haveriam árvores e plantas florindo fora de época.

Sua mente divagava sobre o presente, aquilo que estava acontecendo. Sendo assim, não percebia que estava se esquecendo de uma coisa ou outra. Mesmo que estivesse ciente de sua atual condição, não se permitia deixar abalar. Sabia muito bem que chegar naquela idade com saúde era algo extremamente difícil.

Mas como sujeito que que portava Alzheimer, não saberia dizer com precisão o que sentia. Ás vezes lembrava, e ás vezes não. O problema era com o passar do tempo, o que antes poderia ser algo ocasional (de se lembrar e não se lembrar), passava a ser algo convicto no dia seguinte. O que lhe angustiava, minimamente, era o fato de saber que algo estava se perdendo. Mas não saberia dizer o que.

Parando de caminhar olhava em sua volta percebendo estar em meio á uma plantação de soja. Não saberia que horas eram, mas acreditava já ser o momento de retornar á casa. Virando-se retornou o trajeto que acreditou ser o certo, já que teria se esquecido do mesmo.

Passava por árvores, por alguns pequenos animais (acreditou ter visto um esquilo carregando algo). No final de sua caminhada estava de frente á uma casa de madeira, tendo próximo um estábulo. Coçando a cabeça ficara em dúvida se estava correto.

- Mas essa não é a minha casa.

Dando as costas, retornou á caminhar.

Enquanto isso na casa de madeira, Soojung fora a primeira á despertar. Vendo a casa silenciosa e a porta do quarto do sogro fechada, acreditou que todos estariam dormindo. Fizera a sua nova rotina de ir preparar o café da manhã, e não demorou para que o cheiro do café despertasse os demais aos poucos.

Evitavam de falar alto, não queriam acordar o Senhor Park. Preferiram se aglomerar em na cozinha, onde poderia conversar.

Mas com o passar das horas Luhan ficara preocupado, o pai estaria dormindo demais. Sem falar para ninguém, entrou no quarto do pai tendo a grande surpresa de encontrar a cama vazia. Os passos apressados do filho caçula foram ouvidos pelos demais, que lhe fitavam curiosos.

- Cadê o papai?

Soojung fora a primeira responder.

- Não está dormindo?

- Ele não está na cama!

Não demorou para que os seis adultos entrassem em pânico, começando a vasculhar a casa de madeira e os estábulos. Min Seok e Jong In faziam a contagem dos cavalos e soltavam um suspiro alto em perceber que senhor Park teria saído sozinho. Não tendo tempo á perderem, preferiram procurar o idoso com o carro.

Percorriam o trajeto que pensariam que ele seguiria. Senhor Park gostava de apreciar a vista que tinha, e por isso acreditavam que onde teria plantações o encontraria. Entretanto nenhum sinal dele.

O centro da cidade não veria nada em especial, na verdade estava tudo abandonado, deveria ser fácil de encontrar um senhor de sessenta e oito anos andando.

- Vamos dar uma olhada na rodovia!

Min Seok virava o volante seguindo para a rodovia que dava para a cidade vizinha mais próxima. Não demoraram para verem de longe a figura de senhor Park, caminhando em seu ritmo lento. O carro parou e os três filhos saíram em disparada até o pai.

- Pai!

Ouvindo os gritos atrás de si, senhor Park se virou lentamente rindo com a cena dos filhos correndo em sua direção.

- Bom dia meninos, dormiram bem?

- O senhor ta indo aonde?

- Para casa oras.

Min Seok segurou o braço de Jong In, que pretendia repreender o idoso. Tinham de se lembrar da condição dele, e por isso não adiantaria represálias. Deveriam ter esperado aquilo acontecer.

- Vamos de carro pai, assim chegaremos mais rápido, o que acha?

O senhor Park esticou o pescoço para ver o carro mais ao longe, e então para a fisionomia dos filhos que pareciam preocupados com algo.

- Acho melhor que andar.

Luhan e Min Seok ajudavam o idoso á caminhar para o carro, enquanto Jong In soltava o ar de seus pulmões. Estava preocupado com o pai, e ainda precisava se acostumar com sua atual condição. Em alguns minutos, os quatro retornavam para a casa de madeira, onde Sehun mascarava a preocupação enquanto perguntava á senhor Park se sua caminhada fora satisfatória.

- Oras foi estupenda, acredito que posso ficar sentado o restante do dia!

Jimin confortava o marido, que ansiava bater a testa na bancada da cozinha. Faziam poucos dias que estavam ali e já se sentiam esgotados.

Enquanto tomavam café, os três filhos se reuniam em um quarto vazio para poderem conversar. O olhar raivoso de Jong In sobre Luhan, fazia o menor encolher os ombros e procurar pelos braços protetores do irmão mais velho.

Não era para menos que sentisse raiva, fora o último á descobrir a condição do pai. Mesmo que parte da culpa fosse sua, devido á rejeição das ligações do irmão caçula que pedia por ajuda, continuava a se sentir traído.

- Sinceramente, quantas vezes passamos o natal aqui? Nunca percebi nada e você se quer nos contou!

- É uma data comemorativa e tento evitar assuntos sérios para não estragar o clima – O caçula mexia na blusa, fazendo um pequeno bico nos lábios. – Vocês só notaram por causa da história que o papai estava contando á gente.

- Isso eu não nego – Min Seok dizia – De fato prestei mais atenção nele depois desse natal.

-Viu só?

Jong In bufava e mexia nos cabelos, mesmo que fosse pai de duas crianças que faziam uma bagunça em sua casa, mesmo que fosse dono de uma revista, as mais vendidas de Seoul, nunca passara por tanto estresse como havia passado naqueles poucos dias. Parte disso era o sentimento de arrependimento por negligenciar o pai.

- Agora que todos nós sabemos disso, acho prudente dividirmos nosso tempo. Um de nós tem que ficar aqui.

Luhan fora o primeiro a levantar a mão, morava na cidade vizinha, não teria nenhum problema em vir cuidar do pai.

- Eu posso.

- E o seu trabalho?

A mão de Luhan se abaixara e um pequeno muxoxo sobressaiu de seus lábios. O grande problema entre os três filhos eram suas responsabilidades. Min Seok tinha a empresa que herdara do pai, e sua filha já estava adulta sendo assim não precisaria de tantos cuidados. Jong In com sua revista, tinha sempre que estar cuidando de seus funcionários e diante dos assuntos do momento, além de seus dois filhos pequenos precisarem de sua atenção. Luhan era a mesma coisa em relação aos filhos, e seu trabalho como professor de universidade poderia ter os horários mais flexíveis possíveis.

- Bom eu posso cuidar do pai o dia todo, e deixar Sehun cuidando á noite enquanto dou aulas – Dizia o caçula – Além dos mais, acho que as crianças serão uma ótima terapia para ele.

- Acredito que possamos fazer um rodizio então.

Nos próximos minutos os três criaram uma agenda de compromissos, cada um olhando o celular para dizer as datas que mais tinham coisas á resolverem, e as datas disponíveis para cuidar do pai.

Uma buzina soara no lado de fora, os três irmãos ergueram os olhos para janela e sentiram um arrepio se passar em seus corpos. Não demoraram em sair do quarto e pedir para que o pai ficasse onde estava, e de fato Senhor Park ficara já que haviam dois netos em seu colo brincando com os cereais.

Min Seok fora abrir a porta, a fechando assim que saiu da casa. Olhou para a mulher por volta dos sessenta e nove anos, que mantinha a boa aparência. O rosto puxado e alisado, fingiam o aspecto jovial, além dos cabelos bem tratados e negros que escondiam os fios esbranquiçados.

- Meu filho, que saudade mamãe sentiu! – A mulher tentava manter o equilíbrio dos saltos na terra firme – Fiquei á espera de sua ligação e de Jong In, mas acho que me esqueceram.

Min Seok sentia um bolo em sua garganta, baseado no que vivenciou em sua infância e no que ouvira até então do pai, então o respeito que sentia por sua mãe se perdia aos poucos. O que precisava saber era o que ela teria feito á Baekhyun.

- Olá mãe.

Sun Hee sorria em ouvir o filho, aproximou-se de si e lhe abraçou fortemente. Não sendo correspondida pelo filho, que ainda não saberia como agir.

- Ora não vai abraçar sua mãe.

- O que veio fazer aqui? Achei que a última coisa que faria em vida, era vir.

A mulher se recompôs e ajeitou os cabelos. Virando-se elegantemente, apontou para o carro onde o novo marido estava á sua espera.

- Vim trazer os presentes dos meus netos, onde eles estão?

- Tomando café junto com o pai.

Os olhos se tornaram felinos, assim como o sorriso desapareceu. Talvez se esquecera que o homem da qual se divorciou após ter três filhos, vivia naquela casa. Olhando o imóvel, soltou um suspiro. Tinha tudo em suas mãos em Seoul. Uma casa bela com piscina em um bairro nobre, foram trocadas por um casebre de madeira no meio do nada.

- Serei breve então, quero apenas dar os presentes.

Antes que Min Seok pudesse a impedir, Sun Hee adentrava na casa observando a família toda reunida em volta da mesa. As risadas que ecoavam, os netos aglomerados em volta de um idoso que parecia se divertir com um prato de cereal. Por mais que exercesse uma força sobrenatural para ser fria com o ex marido, não conseguira desviar o olhar dele.

O reconhecera pelas tatuagens em seus braços, pois o restante estava imensamente diferente. Os cabelos que sempre foram bagunçados, estavam ralos e totalmente brancos ao natural, a fisionomia cansada e envelhecida lhe assustara.

Todos haviam cessado da fala para olhar a mulher elegante que estava parada na porta. Luhan e Sehun ficaram na frente do pai, ambos com os olhos cerrados e frios.

- O que faz aqui? Sabe que não é bem-vinda.

- Eu que te dei vida, assim que trata sua mãe?

- Acho que meu pai foi bem claro que você nunca será minha mãe.

Recordou-se da gritaria quando senhor Park retornara para Seoul, com os olhos cheios de raiva e palavras cuspidas. A mulher já era acostumada com tal forma, afinal nunca foi amada pelo marido. Mesmo assim não conseguia evitar se sentir magoada com tais lembranças, e da mesma forma não voltava atrás em sua decisão de não aceitar a homossexualidade do filho. Mesmo que tivesse ficado feliz por ele ter adotado os gêmeos.

Senhor Park via no vão entre Luhan e Sehun, a mulher parecia conhecer seus filhos. Havia se esquecido dela, ou talvez se lembrasse de sua forma mais jovem. Os netos ignoravam a presença da vó, e ficavam segurando com força as blusas de senhor Park.

- Meus filhos o que está acontecendo?

- Nossa mãe apareceu – Jong In dizia, com um sorriso malicioso no rosto.

- Sua mãe? – O senhor Park empurrara, lentamente, Luhan para ver a mulher, que parecia lhe olhar friamente. – Que besteira, Sun Hee não é velha desse jeito.

O motivo do sorriso malicioso de Jong In era por ver um lado divertido na doença do pai. Saberia que ele não iria reconhecer a ex esposa e por isso ansiava por alguma palavra que deixasse a mãe desconcertada. Por algum motivo estava se desprendendo dela. E havia gostado disso.

Sun Hee por outro lado piscara descrente com a frase dita pelo idoso, soltou uma bufada antes de olhar para Jong In. Sabia que era o filho que mais lhe dedicava atenção, e por isso sorria esticando os braços.

- Venha me dar um abraço, estou com saudades.

- Mulher! – Senhor Park esbravejara se levantando após deixar os netos com as mães – Não faço ideia de quem é você, mas não aceito que trate meus filhos como se fossem seus!

Min Seok, Jong In e Luhan já havia se posicionado atrás do pai, prontos para evitar o máximo de problemas. Mas senhor Park parecia furioso em ver alguém tão estranho agir de tal maneira. Se negava a acreditar que a ex esposa teria ficado daquela maneira tão feia. Poderia não ter a amado, mas não negava que de fato era bonita.

- Saia de minha casa nesse instante, ou chamarei a polícia.

- Chamar a polícia, Chanyeol... sou eu.

- Eu nunca conheci uma mulher tão desrespeitosa em toda a minha vida – O senhor Park parou e então virou para os meninos – Ou esse cargo deveria para a mãe de vocês?

- Acho que deveria – Respondia Luhan sorrindo divertido.

Antes que o pai tivesse um colapso nervoso, os três filhos arrastaram a mãe para fora de casa, próxima ao carro. Ela ainda estava surpresa por ouvir palavras tão ríspidas sendo direcionadas para si. Acreditava ser uma afronta, o ex marido fingir que não a conhecia.

- Eu entregarei os presentes – Min Seok pegava as sacolas do carro, sem cumprimentar o rapaz que estava no carro. – Então pode ir.

- O que está acontecendo? O que o pai de vocês está falando para que fiquem contra mim?

Luhan fora o primeiro á enfrentar a mãe, colocando-se á frente dos irmãos deixou que seu olhar, cheio de machucados causados por aquela mulher, fossem dirigidos á ela.

- Jamais, em hipótese alguma, irá falar mal de meu pai na minha frente. Não depois que eu soube o que fez com Baekhyun.

O olhar da mulher se tornara estático, como se tivesse voltado ao tempo de menina e que encontrara o homem mais charmoso de todos os tempos. O homem que acreditava que traria toda a felicidade que poderia desfrutar em sua vida, e de como sentiu quando ele fora roubado de si, por um outro garoto sem nenhum atrativo.

Passando a olhar o rosto dos três filhos, que estavam sérios e de braços cruzados, sentiu um arrepio se passar por sua espinha.

- Não fiz nada – Sussurrava ela – Seu pai que nunca o amou a ponto de ir atrás dele.

- Pode dizer o que quiser mãe – Min Seok não sabia ao certo o que teria ocorrido com Baekhyun, entretanto o olhar da mãe parecia denunciar os fatos – Mas aqui você não é bem vinda.

- Jong In-ah – Restava apenas o filho do meio, que sempre fora chegado á mãe. O mesmo mantinha-se em silencio sem opinar, já que sua cabeça estava confusa com o envolvimento de Baekhyun.

- Não venha ver o nosso pai – Dizia o rapaz – Mesmo que você queira jogar na cara dele, que está bem e que ainda pode sair com quem quiser, ele continuará a não se importar.

- O que?

- Papai está doente e a última coisa que precisamos aqui é deixa-lo mais doente ainda com a sua presença – Luhan pegara a sacola de presentes do irmão e a erguia – Aliás, eu mesmo quero te evitar para o resto da minha vida, se é que me permite usar as mesmas palavras que usou quando me expulsou de casa.

O filho caçula dera as costas para a mãe. Detestava ver traços de Chanyeol no filho caçula, principalmente o traço que envolvia sua homoafetividade. Como odiava se lembrar do passado. Aos poucos via os dois filhos também se afastarem, indo para os braços do pai que a observava da janela com uma fisionomia brava. Engolindo em seco, adentrou do carro e saíra antes que pudesse fazer alguma loucura, como se jogar nos pés do ex marido e pedir perdão.
Bulgwang-dong, 18 de agosto de 1965

Quatro meses haviam se passado desde o primeiro beijo entre Baekhyun e Chanyeol, e ainda mantinham o relacionamento á escondidas no jardim secreto. Não se importavam com isso, por mais que Baekhyun preferisse deixar claro que Chanyeol lhe pertencia, não de corpo e sim de alma, saberia que isso não traria coisas boas.

As brincadeiras sobre a sexualidade do garoto de boas notas não haviam diminuído, mas sempre eram interrompidas por Chanyeol. Uma hora ele apagava o quadro “por engano”, rasgava as folhas para colocar “outro anuncio mais importante” (que pertenceria á algum clube como os leitores de mangás recrutando alunos). E a favorita de Baekhyun, quando a bola de papel “escapava das mãos” de Chanyeol e “escorregavam” na cabeça do aluno que estivesse perturbando Baekhyun.

Mas o que ele não sabia, era que o mais alto já havia mandado bilhetes á alguns valentões e chamado para brigas fora da escola. Tentava evitar de ser pego para não ser expulso e muito menos receber broncas de Baekhyun.

Tudo para proteger aquele garoto.

No final das contas estavam se dando bem, o namoro ás escondidas parecia bem mais gotoso do que esperavam. As atividades do jardim secreto começavam com o cuidar de alguma planta, mas terminava com os dois deitados na grama apenas se beijando. Não teriam ido além daquilo.

Por outro lado Sun Hee suspeitava do relacionamento dos dois, mesmo que recebesse investidas de Jun Myeon e Jong Dae, que não se importavam com o amigo de cabelos brancos, tudo o que garota queria era o Park. Com o pedido do diretor que ficasse longe, teve de respeitar, mas ao visitar os pais em um final de semana acabou se interessar em um assunto que a faria ganhar o jogo.

Sendo assim, mantinha-se afastada como o diretor havia pedido.

Por mais que fosse uma quarta feira, Chanyeol já ansiava pelo domingo, onde iria se encontrar com os pais para esclarecer sua dúvida da carta que recebera. Estava claro naquela caligrafia que os pais haviam encontrado a noiva perfeita para o filho, que precisaria manter a linhagem “pura”.

Obviamente o rapaz alto desgostou daquilo e respondera a carta negando qualquer intenção dos pais em lhe controlar na vida amorosa. Mas a resposta que recebera fora que seria apenas uma apresentação, já que ainda era menor de idade e não poderia se casar.

De repente Chanyeol se via passando as noites em claro imaginando seu futuro. Dali alguns meses encerraria o ano e iria para o terceiro. Teria que escolher uma faculdade que fosse de seu interesse e ainda pensava sobre Baekhyun. Parecia tão incerto como se sucederia aquela relação, mas pensar sobre aquilo lhe deixava angustiado.

Deveria pensar apenas no presente, onde iria aproveitar cada segundo ao lado do garoto. E somente quando fosse necessário, iria pensar alguma forma de manter aquele relacionamento entre os dois.

Mas aquela quarta feira parecia estranha em demasia, o céu nublado enquanto um vento forte soprava o lado de fora. Ah como aquilo lhe arrepiava a espinha.

Baekhyun sentia o mesmo arrepio quando passava pelos portões da escola e encontrara Sun Hee á sua frente, olhando com ferocidade e de braços cruzados. Sabia muitíssimo bem, que a culpada pelas ultimas “brincadeiras” fora ela, por conta de seu ciúme.

- Olá Byun, pensei em ter sido bem clara com você na última vez.

Tinha pensado que ir para escola mais cedo do que o habitual, lhe traria paz o suficiente para ler um livro. Entretanto segurava a alça de sua mochila com tanta força, que sabia estar arrependido de ter acordado antes.
- Sobre o que?

- Sobre se afastar de Chanyeol.

Saberia muito bem que todos ali eram de famílias ricas, e aquela garota estava obstinada em conseguir algo com o rapaz alto. O que lhe deixava curioso era entender o que exatamente esperava que Chanyeol pudesse lhe dar, já que o rapaz ainda era herdeiro sem suas posses.

- Não sei do que está falando, mas se Chanyeol me segue é por vontade própria.

- Deve ser por pena, não acha?

- E nem por pena ele quer ficar do seu lado, que irônico não?

O olhar da garota, que parecia esnobe e cheio de malicia, se perdera com aquela frase. Os inspetores passavam por entre os alunos, sussurrando as regras para se lembrarem com perfeição, evitando que a garota pudesse fazer algo contra Baekhyun. Jogando o cabelo e fazendo uma pose inocente, ela sorria docemente para o rapaz é sua frente.

- É a última vez que eu espero ter que te pedir isso querido Byun, fique longe do Park.

- Não quero.

Deixando a garota, Baekhyun adentrava na escola sentindo suas pernas bambearem, tamanho o seu nervosismo. Mesmo que devesse tomar todo o cuidado para que seu relacionamento não fosse descoberto, principalmente por Sun Hee, não poderia continuar dependente de Chanyeol. Na verdade queria ser, assim como sentia possessividade em mantê-lo á sua volta.

Enquanto o garoto se ajeitava no refeitório e esperava pelo sinal das primeiras aulas, ficara lendo o seu livro sem se importar com o número de alunos que iam ocupando as mesas em sua volta, e do falatório. Permanecia silencioso em seu canto, sem se importar com absolutamente nada.

Chanyeol estranhara tal comportamento, mesmo que conversasse com seus amigos, como de costume, não deixava de olhar para Baekhyun, que mantinha o cenho cerrado e o olhar fixo sobre o livro á sua frente. Quando ficava de tal maneira, saberia que algo ocorreu, e somente de imaginar já era o suficiente para que o sangue fervesse de raiva.

Ao sinal das aulas, cada aluno seguiu sua respectiva sala e então o silencio reinava o prédio. Chanyeol se quer se concentrava direito nas explicações, parte delas ficou á olhar Baekhyun, que se distraía com as árvores no lado de fora.

Ficou a se perguntar o motivo de sua distração, e como haveria pensado anteriormente, só poderia ter ocorrido algo. Havia aprendido ao longo daqueles meses, que Baekhyun guardava o impacto dos acontecimentos somente para si, sem deixar que os outros lhe desvendasse. Não demorou para que percebesse os alunos afoitos com algo, vira que um ou outro repassavam uma folha enquanto o professor ficasse de costas.

E para a sorte do mais alto, a folha recaíra sobre sua mesa. Lendo o conteúdo, fingindo que lesse suas anotações, percebia que um novo rumor sobre Baekhyun se iniciava, e os alunos estavam sendo maldosos em aumenta-lo.

Amassando a folha e a deixando no bolso de seu blazer, soltou um rosnado baixo para quem bufasse ao espiá-lo em tal ato. Deveria aumentar a sua posse naquela sala, deixar claro que suas ações e palavras eram leis, e somente então Baekhyun poderia ser um aluno comum.

Não demorando para que o sinal do almoço soasse, os alunos saíram em disparada para fora das salas. Baekhyun desejou permanecer dentro. Sendo assim Chanyeol conseguira convencer os dois amigos á ficarem também. Enquanto o almoço ocorria, os três amigos ficaram imersos nas conversas quando viram Sun Hee entrar na sala de aula acompanhada de alguns garotos.

Chanyeol ficara em estado de alerta, olhando atentamente para os garotos que carregavam algo. Não demorou para que as pedras fossem jogadas na direção de Baekhyun. Alguns acertavam os vidros, que ficaram rachados, outras acertavam o corpo do garoto, que se protegia para não ficar ferido.

Ver aquilo fez surgir uma raiva grandiosa emergir no corpo do maior, que só pensaria em alguma forma dolorida de afastar os agressores.

O rapaz alto retirava a gravata de seu pescoço e marchava por detrás dos garotos. O sorriso malicioso fora reconhecido por Jun Myeon e Jong Dae, que já faziam o mesmo sem deixar o amigo se envolver em algo tão excitante quanto uma briga, e ainda mais sozinho.

A gravata fora colocada em volta do pescoço de um dos rapazes, que ria e se divertia ao ver uma pedra atingir próximo do olho de Baekhyun. Sua risada fora cortada pelo engasgo, a gravata exercia uma força enorme, enquanto Chanyeol parecia se divertir em apertá-la cada vez mais. O rosto do garoto ficava vermelho, e aquilo fazia o maior rir.

- É divertido não acha?

Jun Myeon e Jong Dae amarraram as mãos dos demais agressores, e desferiram socos e ponta pés. Sun Hee assistia tudo assustada.

O garoto estava sendo enforcado já caía no chão sem poder respirar, quando o toque gentil sobre as mãos de Chanyeol, o obrigou a desfazer. Baekhyun havia levantado e ido até o maior, evitando que maiores estragos ocorressem, ou algum homicídio.

Os alunos se aglomeravam na porta da sala, assombrados em ver Park Chanyeol agir de tal maneira, não demorou para que a secretária do diretor olhasse a situação, convocando todos os envolvidos na sala do diretor.

Tendo a situação como de emergência, em primeira mão ela conversou com os agressores, inclusive Sun Hee. Chanyeol esperava no lado de fora com o olhar perdido no corredor, assim como os outros três garotos. Quando os agressores se retiraram não foram capazes de olhar Chanyeol, apenas o que havia uma marca em seu pescoço, que parecia um misto de raiva e medo.

- Cuida disso ai, ou vou ser obrigado a refazer ela.

Chanyeol não se importava em estar na sala do diretor, sua raiva ainda estava fazendo seu sangue correr rapidamente. Jun Myeon e Jong Dae entraram em seguida, deixando os outros dois sozinhos no corredor.

Baekhyun segurou a mão de Chanyeol, e entrelaçara os dedos.

- Farei o possível para que isso não recaia em seus ombros – Sussurrava o garoto, que ganhava a atenção do outro – Se acalme tá legal?

Balançando a cabeça fora tudo o que o rapaz alto conseguira fazer. Minutos depois estavam ambos na sala do diretor, com o homem sentado na cadeira atrás da mesa, avaliando-os com o olhar.

- Baekhyun, mais uma vez envolvido nessas brigas – Sussurrava o homem, com um ar desapontador nos lábios. – Como irei provar á sua avó que é um bom rapaz.

- Desculpa senhor, eles apenas queriam me proteger.

- Bom segundo os relatos, você não fizera nenhum ato de fato – O diretor olhara para Chanyeol e suspirara novamente – Terei de ligar á seus pais senhor Park, e avisá-los do ocorrido.

- Estará me fazendo um favor, assim eles desistem de mim.

- Não tenho o menor interesse nisso, mas quero deixar claro que são os pais que mantém a escola funcionando, e por isso brigas e namoros são exclusivamente proibidos. – O diretor olhava para os papeis e entregara aos dois alunos – Vocês estarão suspensos por três dias, a partir de amanhã, somente então poderão retornar ás salas de aula.  E devo lembrar ao senhor Park, que mais uma atividade dessa, e sua expulsão será registrada em seu boletim.

Por conta da suspensão os rapazes desistiram em ficar na sala, retornaram apenas para juntarem seus materiais e se retiraram. Jun Myeon e Jong Dae iriam ficar no dormitório, por mais que também tivessem levado a suspensão, achavam que seria melhor evitar novos problemas. Além do mais, era certeiro que os respectivos pais iriam visita-los para dar algum sermão.

Chanyeol acreditava ser impossível que uma briga de escola fosse fazer seus pais irem até ele, o trabalho tomava conta demais do tempo. Enquanto os dois rapazes caminhavam para o dormitório, o mais alto percebia que Baekhyun não teria ido á enfermaria para tratar dos machucados.

- Venha ao meu quarto – Sussurrava o maior, ganhando a atenção do menor – Cuidarei disso aí.

- Ah, claro.

Baekhyun se sentia envergonhado demais por estar daquela maneira. Não queria que Chanyeol o visse sendo atacado com tamanha brutalidade, e saberia que seus acessos de raiva poderiam aumentar.

Enquanto caminhavam não trocaram uma palavra, cada um imerso em seu próprio mundo. Não seria necessário, uma vez que ficar sozinhos em um quarto já seria o suficiente para pudessem ser francos.

Passaram pela porta, seguiram pelas escadas até o andar em que o quarto de Chanyeol se encontrava, e o único barulho que era possível de se ouvir, seria da chave rodando no trinco. Quando a porta fora aberta, e fechada após a entrada dos garotos, uma onda de nervosismo subiu pelos corpos.

A última vez que teriam ficado sozinhos naquele ambiente, Chanyeol e Baekhyun teriam trocado o primeiro beijo.

Fazendo um pequeno gesto com a mão, o mais alto pediu que Baekhyun se sentasse em sua cama, enquanto o outro saía em procura de algum pano para molhar. Assim que se sentava em frente ao menor, com um pano de rosto umedecido pela água, segurou delicadamente o rosto de Baekhyun, e deslizou o tecido por seus machucados com suavidade.

Baekhyun mantinha os olhos fixos no maior, sua concentração em apenas limpar o sangue seco de sua pele, parecia inacreditável. Para que iria se focar em uma simples limpeza na pele? E por esse motivo se manteve em silêncio, apreciando os olhos focados em seu rosto, enquanto sentia a pressão do pano limpar sua pele.
- Foi a Sun Hee não foi?

A voz grossa, talvez por conta da rouquidão do mais alto, surpreendera Baekhyun e o retirou de seus devaneios. O garoto não respondeu, e se quer era necessário, a garota em questão estava no ambiente do ocorrido, e isso seria o suficiente para somar que um mais um é igual á Sun Hee envolvida nos ataques homofóbicos.

- Talvez, ela me parece querer ficar com você.

O sorriso ladino do maior transbordava seu sarcasmo. Saberia, e muitíssimo bem, que Sun Hee não mediria esforços para ter a atenção que queria. Todavia, Chanyeol sabia que mesmo não estando com Baekhyun, a garota se tornaria um empecilho para si. Não gostava de amantes grudentas e melosas, que desejassem lhe beijar o tempo todo ou que andasse de mãos dadas em público.

Era o comportamento que via sua mãe fazer com o pai e aprendeu a destetar, pois sabia que dentro de casa não haveria aquela paixão romântica. Sendo assim passou a repudiar tal comportamento vindo das mulheres, e talvez fosse esse o motivo de ter se encantado com Baekhyun.

O relacionamento era prazeroso de certa forma, por mais que o segredo disso fosse para evitar situações como a que ocorrera naquela manhã, mas não era um motivo para evitar de ficarem juntos. Estavam trocando caricias quando realmente desejavam, sorriam com sinceridade e ainda poderiam fazer brincadeiras que pareciam não ter graça, mas um iria sempre rir do outro.

Era algo tão gratificante, que Chanyeol já não imaginava ficar sem aquelas sensações e companhia. Na verdade não se via sem Baekhyun.

Quando todas as feridas foram limpas, Chanyeol passara uma pomada sobre elas, o rosto do menor era belo demais, e mesmo com os machucados, parecia não ter perdido o encanto.

- Farei ela pagar por cada palavra e gesto.

- Não precisa, pense bem – Sorria Baekhyun – Esse é o último ano dela na escola, e logo ficaremos livre.

Era impressionante o otimismo de Baekhyun. Se ele estava feliz com aquilo, então não deveria dizer o contrário.

Sorrindo, ambos riram pelo silencio constrangedor que prosseguiu. Não demorou para que finalmente cedessem aos toques. Chanyeol fora o primeiro á deslizar as mãos sobre os braços do garoto, que gemia baixo.

- O que foi?

- Dói.

Chanyeol erguia a blusa de Baekhyun, percebia que algumas pedras teriam acertado seu corpo e deixado algum hematoma. Soltando um suspiro entristecido, o maior se inclinara para tocar, com a ponta de seu indicador, aquela mancha roxeada. Via o corpo do rapaz se arrepiar quando o dedilhou com suavidade, erguendo os olhos para lhe fitar percebia que a face de Baekhyun estava avermelhada.

Como se um fogo emergisse em seu corpo, Chanyeol inclinou-se sobre o colo do garoto, podendo aproximar seus lábios, úmidos pela saliva, na costela onde havia um dos hematomas. O selar que fora deixado na região era delicado, sem pressão, apenas um toque suave. E mesmo assim, o corpo de Baekhyun correspondia com arrepios.

Aquilo deixara Chanyeol satisfeito.

O toque se repetiu em todos os hematomas que o mais alto poderia encontrar, com uma mão erguia as blusas do garoto, enquanto com a outra segurava sua cintura. Baekhyun também sentia daquele fogo emergir em seu corpo, ardendo em cada selar que era depositado em sua pele.

Era comum que tivesse tais marcas em seu corpo, já que as agressões se alastravam á todo tipo e forma, desde ataque de farinhas até socos e pontapés. Por isso odiava seu corpo, não se olhava nu na frente do espelho, seu reflexo poderia parecer medonho e cheio de significados tenebrosos.

Mas não conseguia baixar sua blusa para baixo e cessar as caricias de Chanyeol. Não quando tinha aquelas labaredas lhe provocando. Principalmente quando poderia sentir a respiração do maior bater próximo ao seu peitoral. Aquele fora o seu estopim, soltara um gemido baixo.

Um gemido baixo e manhoso fora o suficiente para que Chanyeol desse continuidade á ultrapassar seus limites. Deitara Baekhyun em sua cama e ficou sobre si, deslizava as mãos em seu abdômen erguendo o máximo que podia daquelas malditas blusas, como elas eram inoportunas naquele momento.

Mesmo assim com aquele incomodo, deixou-se selar próximo ao umbigo do garoto, passando a ponta da língua na região e a mordiscando sua pele com certa delicadeza. Como poderiam ter machucado aquele corpo, aquele belo corpo...

Desejava vê-lo por completo. 

Subindo seus lábios, e mordidas, para o peitoral repetira o ato anterior, em respirar próximo aos mamilos, e novamente ouvia aquele gemido. Soltando um sorriso gratificante, não demorou em brincar com sua língua, seguindo a aureola do mamilo direito.

Fora de imediato que as mãos de Baekhyun se entrelaçaram aos cabelos do maior, fazendo um aperto, enquanto suas costas arqueavam. Mas parecia não repudiar o maior por seu ato, por isso continuava a fazê-lo.

As mãos do maior delineavam as curvas da cintura do menor para conhecerem aquele corpo. Olhara mais uma vez para a face do menor encontrando os olhos curiosos em si, os lábios úmidos e entreabertos com uma respiração acelerada. Voltou para beijar-lhe os lábios com desejo, sentindo seu corpo ser requisitado pelo menor.

A camisa de Baekhyun fora retirada para Chanyeol se vislumbrar com aquele formato. Tirando os hematomas, Baekhyun não tinha imperfeição. Mas o que queria ver estava ainda escondido por uma camada de roupa.  

Mesmo com o beijo ardente entre os dois garotos, Baekhyun mantinha suas mãos, levemente tremulas, na barra da camisa social branca de Chanyeol. Com um ato de coragem, ao ter seu pescoço se tornado alvo das mordiscadas, deixou que seus dedos quentes entrassem abaixo dos tecidos e acariciassem as costas do maior.

Sentindo daquele toque timido, como sinal de que aquilo iria adiante, Chanyeol dera continuidade aos toques. Enquanto seus lábios faziam uma trilha no pescoço alvo, as mãos do maior desafiavam os botões da calça marrom. Para que pudesse retirá-la por completo teve de se sentar na cama e fazer Baekhyun permanecer de joelhos, com suas mãos apoiadas nos ombros do outro.

Assim o maior poderia ver, com perfeição, aquele tecido marrom deslizar sobre o corpo de Baekhyun até repousar em seus joelhos. Os olhos viraram aquele corpo que mostrava ter as coxas fartas e a cueca branca. Não demorou para que suas mãos repousassem nas nádegas, sentindo que elas pareciam ter o tamanho perfeito para sua apreciação. Com o aperto, olhara de imediato para Baekhyun, que ofegava evitando o olhar do maior por conta da vergonha que sentia.

Estava adorando vê-lo daquela maneira, e queria explorar cada vez mais.

Para que o outro se sentisse menos constrangido, Chanyeol retirou de suas roupas permanecendo apenas da cueca preta. Os olhos do menor serpentavam aquele corpo levemente musculoso e excitante, as tatuagens agora pareciam ser ainda mais atraentes, ao perceber que elas subiam para os bíceps, se encerrando no ombro.

Havia dedilhado os desenhos enquanto os admirava, não percebendo que o outro lhe deitava na cama com todo o cuidado possível. Sem pensar no que fazer e focando apenas no que desejava, Baekhyun distribuía selares pelo corpo do maior, enquanto suas unhas curtas arranhavam as costas do outro, que passara a ofegar.

O nível de toque aumentava aos poucos, o ímpeto fora Chanyeol se deliciar em ter o prazer em sentir a pele macia sob seus dedos quando invadira a última peça do garoto. Já era possível sentir que ambos estavam excitados e ansiosos pelo próximo passo, mas também não queriam se desprender daquela troca de caricia.

Baixando a última peça branca do corpo do menor, via novamente que a mesma deslizava lentamente com graciosamente por suas coxas, parecia algo extremamente pecaminoso de se admirar, mas não tinha escolha. Estava simplesmente adorando a forma como as peças de roupas de Baekhyun pareciam descer daquela maneira, apenas para revelar que um corpo belo e macio estava á sua espera.

Chanyeol saberia que poderia ser doloroso ao menor, e por isso lhe preparou devidamente ao penetrar um dedo, enquanto o distraia com selares. O maior estava sentado na cama, tendo o outro de joelhos sobre si, enquanto trocavam mais um beijo ardente quando Chanyeol lhe penetrara o segundo dedo, fazendo o outro arfar.

Minutos depois com um Baekhyun devidamente preparado, e levemente lambuzado pelo pré gozo, Chanyeol chegava em seu limite de espera. Penetrava-o com cuidado, enquanto sussurrava, com total veracidade, sobre estar amando aquele momento com o menor.

Baekhyun assentia ás perguntas do menor, que verificava se estava doendo e a necessidade de ir mais devagar, ou até mesmo cessar seus movimentos. Mas não desejava aquilo, queria que continuasse pois se sentia vazio sem o corpo do maior dentro de si. Chanyeol haveria se retirado quando o menor ofegara dolorido, e Baekhyun não pareceu gostar muito daquilo, quando puxou o maior contra si com certa força.

Durante aquele final de tarde, ambos trocavam a primeira caricia intima. Sem nenhum arrependimento. Baekhyun passara a aceitar seu corpo, com cada sussurro que Chanyeol lhe deixava no ar, dizendo-o que era perfeito para si.


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Não há como alguém ser capaz de te substituir, assim como a nossa promessa

Promise- Exo

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